Trecos e truques na caixa de Pandora











A obra de Antoine de Sainte-Exupery é, sem dúvida, uma referência da literatura universal.

O prazer de ler O pequeno príncipe na infância perdura ao longo de toda a vida e faz das releituras da obra um encontro com um imaginário carregado de afeto e doçura. Amizade, o cuidado para com o outro, a amizade, e a simplicidade  são as tônicas que revestem o imaginário do leitor de um mundo de sensibilidade.

Quando eu era criança, lembro de ter assistido desenhos animados do Pequeno Príncipe. Fiquei super feliz quando vi que eles estão à venda. Lembro ainda vagamente da sensação de vazio e tristeza quando vi o último episódio do desenho. Agora os comprei, pois quero que minhas sobrinhas também tenham a infância marcada por uma história tão doce, sincera e afetuosa lembrando que nós seres humanos estamos aqui de passagem, seja porque pegamos carona no rabo de um foguete, seja porque amanhã é virtual e, portanto, o hoje é o que realmente temos e que nos escapa da mão.

Uma dica: visitem a exposição de O Pequeno Príncipe na OCA do Ibirapuera ( www.opequenoprincipe.com ). Está MAGNÍFICA tanto do ponto de vista lúdico quanto literário e histórico. Para adultos e crianças que têm o coração povoado pelo príncipe mais sensível que a literatura já produziu essa exposição faz uma viagem dentro de nós mesmos.

Le petit prince



{23/09/2009}   Infabilidade

Nos ensinam d muito cedo que temos ser sempres os melhores: temos que ter as melhores notas, os melhores brinquedos e nos relacionar com as melhores pessoas. O que ninguém ensina é como reagir diante da iminência de um fracasso. O homem atual parece mesmo é que nasceu programado para tudo e o ideal dele é tão estandartizado que chega a fazer pena.
Estamos sob a égide de uma geraçao saúde que quer ter boa forma e se entope de rios de Coca-Cola e dezenas de Mc Donalds. Se compra um jeans, muitas vezes, não pela qualidade, mas pela etiqueta pendurada que ele traz. Se proliferam clínicas de estética prometendo tratamentos mioraculosos para se retarder o envelhecimento… Porém o que menos se vê é as pessoas tendo tempo para escutar umas às outras, as pessoas se olhando nos olhos sem um olhar de julgamento ou sem a intenção de querer algo em troca.
A gente vive um momento de depauperação do ser humano muito peculiar. Se vive um dia-a-dia letárgico com doses cavalares de corrida contra o tempo. Consome-se cinema, literature, pintura e arte, mas nada commove. É uma pasmaceira só. Ouve-se falar de Bandeira, lembra-se da cara longilínea de Drummond, ouve-se ao longe Shakespeare e já conhecem Dom Quixote (de onde mesmo???). Os jornais arrastam figuras fantamasgóricas que assombram este país como Malufs e Sarneys. Vê-se a perpetuaçao de um coronelismo que continua…
Enquanto isso nos preocupamos se o Timão vai ser campeão, se a tintura do cabelo tá na moda e qual vai ser o novo hit do verão. Calma, ainda há tempo para se pensar no carnaval. Mas não se preocupem: de dois em dois anos tem o que se chama da festa da democracia: um bando de gente que vai lá exprimir sua opinião com um simples toque na urna (plim plim plim) e ver durante mais quatro anos um reinado de luxo e corrupção subjugar um povo que ainda é capaz de rir da própria dificuldade… talvez seja só efeito post mortem.



{29/08/2009}   Amigos…

Amigos são anjos na Terra!!!

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Não há só uma palavra capaz de expressar a gratidão por àqueles que nos auxiliam nos momentos mais difíceis… amigos que não medem esforços e distâncias para estender a mão es se fazer presentes, amigos para nos fazer acreditar quando as nossas forças já sucubem, amigos para amparar nossas lágrimas e nos afagar em meio ao seu abraço mais terno, amigos que nos dizem para ter coragem e arriscar porque sempre vale à pena a luta.

Neste post, só posso dizer publicamente meu muito obrigada às pessoas que são verdadeiros anjos na minha vida e que me deram asas quando eu pensava já não poder mais caminhar. Obrigada a deus, e obrigada a todos pela torcida e por toda a força!!!! Valeu à pena porque vocês etiveram por perto!



O Mal de Alzheimer é uma das causas mais devastadoras de perda da memória. Esta doença cerebral irreversível e progressiva lentamente destrói a memória e outras habilidades mentais. Hoje, o Alzheimer é a segunda doença mais temida nos Estados Unidos, depois do câncer, e afeta cerca de 5 milhões de americanos. À medida que a geração “baby boom” for envelhecendo e chegando à aposentadoria, esse número pode pular para mais de 11 milhões em 2040, e causar um enorme impacto econômico no já abalado sistema de assistência médica dos Estados Unidos.

The Alzheimer's Project

The Alzheimer's Project

Ainda não há cura para a doença, mas THE ALZHEIMER’S PROJECT (O Projeto Alzheimer) mostra que já existem motivos concretos para ser otimista em relação ao futuro. Criada pela equipe da HBO premiada pelo projeto “Addiction” (Vício), esta série desenvolvida em várias plataformas mostra as descobertas revolucionárias dos maiores cientistas do país e os efeitos desta doença incapacitante e mortal. Em agosto, a HBO começou a exibir a série de documentários The Alzheimer’s Project que faz uma verdadeira imersão no assunto abordando a vida de pacientes, as relações familiares, a rotina dos cuidadores destes pacientes e de 25 pesquisadores empenhados em descobrir as causas desta tão temível doença que assola a milhares de pessoas todos as anos. Ao abordar o tema de uma forma sensível e mostrando as variadas facetas da enfermidade, o The Alzheimer’s Project” (Projeto Alzheimer), que a HBO começou a exibir a partir do dia 04 de agosto, se converte num material de cunho inestimável para todas as pessoas que se interessam pelo assunto sejam familiares de pacientes sejam especialistas no assunto.

Segundo o Blog NA TV, “o projeto conta com 04 documentários, 17 curtas-metragens complementares e uma ampla iniciativa multimídia da HBO, que mostrará histórias reais de pessoas que vivem com o Mal de Alzheimer, além de apresentar com detalhes os grandes avanços científicos nas áreas de prevenção, tratamento e erradicação da doença. Os quatro principais documentários do projeto são:

• “The Memory Loss Tapes” (As Fitas Perdidas da Memória), de aprox. 85 minutos e com direção e produção. de Shari Cookson e Nick Doob. Estréia: 04 de agosto.

• “Grandpa, Do You Know Who I Am?” (Vô, Você Sabe Quem Eu Sou?), com Maria Shriver, aprox. 30 minutos, com direção e produção de Eamon Harrington e John Watkin. Baseado no livro “What’s Happening to Grandpa?” (O que está acontecendo com o vovô?) de Maria Shriver. Estréia: 11 de agosto. • “Momentum in Science” (Avanços na Ciência) – (Partes 1 e 2, aprox. 57 minutos cada uma), uma produção: Susan Froemke e John Hoffman. Estréia da Parte 1 e da Parte 2: Terça, 18 de agosto.

• “Caregivers” (Profissionais de Saúde), aprox. 48 minutos e direção: Bill Couturié; produção: Anne Sandkuhler e Bill Couturié. Estréia: Terça, 25 de agosto.

Vale a pena se programar para conferir e quem perdeu os episódios pode conferir o site da programação e acompanhar as reexibições dos dois primeiros documentários.

A produção conta com um site oficial , uma comunidade no Orkut e até mesmo um aplicativo no Facebook

Abaixo, listo para os interessados variados filmes que tocam no assunto do Mal de Alzheimer de variadas maneiras, mas que mostra como a Sétima Arte aborda o assunto

O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia, 2001)

ScreenShot1445Sinopse: Filme argentino sensível e tocante que aborda o cotidiano de Rafael é um quarentão que separou-se da esposa há três anos e agora tem uma nova namorada. Também possui uma filha, a quem vai ver sempre que possível com toda liberdade. Ele é dono de um restaurante, propriedade da família há muitos anos, que está passando por uma crise, devido à situação econômica. Seu pai, um sujeito engraçado, de bem com a vida, tem um único arrependimento: não ter se permitido casar-se na igreja, por questão de crença (ou falta dela). E ele decide que já está na hora de fazer isso. O problema é que sua esposa tem Mal de Alzheimer, e mal pode reconhecer sua família.

(Super recomendo!!!!)

Diário de uma Paixão (The Notebook, 2004)

Diário de uma paixão

Sinopse: O filme começa em um asilo, onde um bondoso senhor se propõe a ajudar uma paciente com problemas na memória, contando a ela uma bela história de amor sobre dois jovens de classes sociais diferentes separados pela guerra, se reencontrando anos depois para firmar este amor impossível.

(Super recomendado por amigos!!!)

Longe Dela (Away From Her, 2006)

Longe dela

Sinopse: Grant e Fiona formam um casal feliz, que tem sua vida abalada quando ela apresenta alguns graves sintomas, como perda de memória. Logo vem o mal de Alzheimer. Relutante a princípio, ela passa a aceitar a doença e se interna numa clínica. Uma das regras do local é que os pacientes não recebam visitas durante seus primeiros 30 dias. Quando Grant finalmente consegue vê-la, ela já não o reconhece mais. Fiona está agora afeiçoada por Aubrey, outro paciente da clínica, o que faz com que Grant tenha que se contentar com sua nova condição de amigo ao mesmo tempo em que tenta ajudá-la a se lembrar do passado.

Iris (Iris, 2001)

Iris

Sinopse:A vida amorosa da novelista e filósofa Iris Murdoch estudante destacada de Oxford é contada a partir de duas épocas distintas: na sua juventude (Kate Winslet), quando conhece seu esposo, e na velhice (Judi Dench), quando já está sofrendo do mal de Alzheimer.

A Família Savage (The Savages, 2007)

A família Savage

Sinopse: Os irmãos Savage trilharam seus caminhos tortuosos para escapar do jugo dominador do pai e agora se encontram firmemente amarrado a suas próprias vidas intrincadas. Wendy é uma esforçada dramaturga do EastVillage, também conhecida como trabalhadora temporária, que passa seus dias buscando doações, roubando material de escritório e namorando o vizinho casado. Jon é um professor universitário neurótico em Buffalo, autor de livros sobre assuntos obscuros. Então, recebem um telefonema informando que o pai, que sempre temeram e evitaram, Lenny Savage está sendo consumido lentamente pela demência, e que eles são os únicos que podem ajudar Case.

Fonte dos filmes: http://www.cineplayers.com



Entre as mulheres e o chocolate há uma verdadeira simbiose. Para quem sofre com TPM, a vontade voraz por se deliciar com uma barra deste alimento é compulsiva durante estes dias.

Segundo o Wikipedia, a bebida assim como a palavra Chocolate  (xocoatl, do náuatle xococ “amargo” + atl “água”) de origem asteca.

Seja como presente ou como um agrado, bombons sempre são bem-vindos. Porém, tenho notado que muitos homens não são fãs de chocolate ou, na maioria das vezes, não entendem  verdadeira paixão que nós, mulheres, nutrimos por estes doces.

Numa versão bem humorad de uma campanha para uma marca de chocolates mostra o porquê as mulheres preferem chocolates.  ¡Ojo, hombres! Os vídeos são didáticos, eu diria hahaha..



Há dias atrás, postei aqui no blog sobre o Roacutan.nivea

Bem, estou bem no finalzinho do tratamento e dentro de poucos dias já vai ter acabado!

Um dos sintomas que mais me incomodou durante o tratamento foi o ressecamento dos lábios. Minha dermatologista passou um creme meio caro e, por coincidência, eu estava na farmácia e acabei comprando um batom hidratante da Nívea -NIVEA Lip Care Hydro Care. Usei ele durante  todo o tratamento e indico para que experimentem, pois é discreto, barato,  hidrata mesmo os lábios e ajuda quando a boca saudável quando ela estiver ressecada e descascando.

Esta pequena dica tem apenas o intuito de ajudar as pessoas que estão fazendo uso de Roacutan a passar pelo tratamento da melhor maneira possível.



{20/05/2009}   Helena

Muitas vezes, temos o coração cindido. Seja porque perdemos alguém a quem amamos, seja porque nunca a tivemos ao nosso lado.

Naquela manhã de outono em que os raios do sol transpassavam as folhas das árvores criando um efeito luminoso no solo repleto de pequenas folhas brancas e amarelas, Helena calmamente lia um jornal.

Nossa personagem já gozava de seus vinte e sete anos. Era uma mulher forte que resolvera enfrentar a vida de frente, apesar tenra  da juventude. Quando criança, Helena gostava de ficar  olhando os barquinhos que seu irmão fazia com folhas de caderno e soltava durante as enxurradas imaginando que talvez um dia estivesse a partir num grande navio para bem longe. Enquanto isso, sua mãe gritava ao fundo dizendo que eles não deveriam desperdiçar folhas de caderno porque custavam caro.

Apesar de seus pezinhos gordos e seus dedinhos roliços fixados à terra, Helena tinha vontade de tocar as nuvens imaginando que elas se dispersassem entre  seus dedos como algodão doce que se desmancha na boca tornando a saliva doce.

Assim era ela, acreditava que a materialidade da vida era feita de nuvens!

Seus olhos grandes e amendoados eram de um castanho escuro que mais lembravam duas apetitosas jabuticabas. Era o contraste perfeito com uma pele alva e um cabelo longo que suavemente lhe caía pelos ombros formando pequenas ondas nas pontas. Quem quer que a olhasse podia ver a leveza de um bater de asas de borboleta, mas sentir pulsar a intensidade de um vulcão. Conjugadora de contrários, Helena era como um grande barril de pólvoras que quando explode se desfaz em purpurinas…. um espetáculo para todos os olhos.

A ternura de seu olhar podia logo se transformar numa mirada lancinante que deixaria qualquer um transpassado, assim como Teresa ferida por seu anjo ou ainda como aquela mulher que petrificava quem ousava olhar dentro em seus olhos.

Einsten já dizia que para ele os olhos eram entrada da alma… assim foi que sucedeu com a pobre Helena naquela manhã em que o jornal deslizou suavemente no chão e o vento carregou suas folhas fazendo com que ela ficasse estática. Alguns transeuntes passavam enquanto ela saltitava como a menina que fora um dia para agarrar as folhas impressas. Suavemente, pousou-lhe uma mão sobre a sua. Um átimo de segundo em que ela pode sentir aqueles dedos gelados enquanto o sangue parecia ferver-lhe nas veias e o coração batia ritmado numa cadência nova, totalmente desconhecida. Helena entreolhou o desconhecido e mil emoções vieram à tona naquele momento. Seus dedos trêmulos tentavam inutilmente agarrar o papel que suavemente repousava sobre as folhas amareladas pelo sol e pelo vento do outono, mas eles já não lhes obedeciam.

Não sabia se aqueles sentimentos a transformavam numa super-heroína ou revelavam a criança frágil que todos trazemos adormecida dentro de nós. Não, quem estava ali despida diante da vida era uma outra Helena, a Helena que desconhecia a si mesma, mas que conseguia sentir pulsar em si o látego da vida . Era Helena mulher. Não a mais bela que causou a paixão de Páris e moveu Aquiles, mas outra completamente distinta que, mesmo sem a paciência de Penélope em conviver com a espera, tecia dentro de si o fio frágil e tênue que compõe histórias e que é capaz de desbravar caminhos apontando direções como as grandes constelações que não só iluminam o firmamento, mas servem de estrada para os navegantes já que estes têm o mar como céu invertido. Era o fio de Ariadne capaz de criar uma rota no labirinto, mesmo que ao final seu destino fosse desfiar-se por completo em meio à solidão dos amantes indo ela também virar estrela que alumia o universo.



{12/05/2009}   Ausência

É curioso como a gente agrega amigos ao longo da vida. Embora a gente viva num ritmo frenético e o tempo seja sempre escasso, é necessário reservarmos momentos para conviver com pessoas que fazem a nossa alma sorrir. Vivemos nos equilibrando entre mil compromissos: o trabalho, a balada de sexta à noite, a facu, a família, os amigos, o namorado, o marido, os filhos, o cachorro etc. e nem nos damos conta que a vida se faz desses acontecimentos pequenos que, às vezes, ficam soterrados no que a gente chama de “dia-a-dia”.

Noutro dia conversando com dois amigos pelo MSN que pediam pra que eu atualizasse meu blog com maior freqüência, me dei conta de que espaços virtuais como este podem nos aproximar das pessoas ou presentificá-las. Dizem alguns que quando alguém escreve um texto, ele já não lhe pertence, pois passa a ser de quem o lê. Assim, são com os grandes poetas e escritores que deixaram suas obras como legado. Modestamente, escrever num blog talvez seja uma forma de também de nos manter perto das pessoas e partilhar com eles um pouco deM9pf2P7MFn1xycblqkz7qAt0o1_400 nós.

Pode parecer cafona à primeira vista e talvez seja mesmo, mas é estranho olhar para as pessoas e sentir que as relações humanas estão meio que desgastadas. Noto que pequenas gentilezas que podem fazer a vida ser mais interessante e mostrar como as pessoas se importam umas com as outras são substituídas pela indiferença. Não, melhor, são substituídas pela impessoalidade. Por exemplo, às vezes você pessoas no ônibus se equilibrando com a bolsa e pouquíssimos são os que se oferecem para ajudar. No trânsito vejo uma cena que juro é digna de roteiro de cinema de tão absurda: uma fila de carros looooooonga e todos os carros somente com o motorista!!!! Mon dieu Ô.o

Morar numa cidade com a magnitude de São Paulo faz com que tenhamos por vezes motivos que nos fazem sorrir e outros que nos fazem chorar. Semana passada peguei um ônibus com uma motorista muito estilosa loura, vestida com uma calça com estampa de onçinha, a cortina que recobria o vidro atrás da cadeira dela também tinha estampa de onça e com algumas penas amarelinhas em cima. Ah, o volante e o cambio eram revestidos por paninhos feitos de crochet. Em linhas gerais, aquilo era um luxo trazendo graça e feminilidade para uma profissão tão difícil de quem convive num dos trânsitos mais violentos do mundo. Mudem a frase machistas de plantão: Mulher no volante, elegância constante!!

Estas idéias esparsas são apenas uma forma de manter contato com o mundo e partilhar minhas experiências e vivências pessoais. E também uma forma precária que não anula de forma alguma a falta que sinto das pessoas que amo e que gosto de estar perto, mas que por força do destino tenho longe. Compartilhar fatos rotineiros como este, à primeira vista, é nonsense e claro não substituem a relação “olhos nos olhos”, mas uma pequena tentativa de me manter próxima, enquanto tento me manter num equilíbrio precário e lindo a que chamo de VIDA.



{05/04/2009}   A elegância do poá

Para quem gosta de moda, não há como não pensar nas tendências da moda. Contudo, o que muita gente esquece é que a moda vendida hoje como padrão de comportamento coopta corpos e gostos massificando-os e tornando a singularidade algo cada vez menos constante.

É óbvio que as grandes marcas trabalham com renomados estilistas e que os cortes das roupas, muitas vezes, são bem bacanas. Contudo, o que fascina milhares de pessoas a quererem obter um objeto que está na moda é o poder de ostentação que advém dele. É assim, por exemplo, com a Ferrari. Ninguém discorda que é um carrão, mas a gente nem pensa no  modelo e já se convencionou a tomar metonimicamente a marca pelo produto.Com a moda, se passa algo similar.

Vende-se não só roupas, acessórios, perfumes etc., mas também se dita que tipo de corpo “ter” para fazer parte deste ciclo da moda. Daí, não é de estranhar a avalanche de garotas com bulimia que, para ter um corpo padronizado passam fome enquanto garotos tomam “bombas” nas academias para ficarem musculosos.  Sinto que passamos por um momento histórico em que nos preocupamos demasiado com o olhar do outro. Contudo, este olhar não está no campo das essências como se nos constituíssemos através do outro, mas sim no campo da aparência, pois tentamos a todo custo parecer aquilo que não somos.

Observa-se a moda se esquecendo de que ela é também retrato de uma época. Ela serve para explicar, por exemplo, os comportamentos de um determinado momento histórico. Em outras palavras, a moda pode dizer muito sobre a cultura de um povo. Neste sentido, as novelas, ao menos aqui no Brasil, lançam uma moda que na maioria das vezes não corresponde com o significado cultural que ela tem para um povo. Daí, quando se trata da indumentária usada por outros povos, acaba se tornando uma caricatura.

Gosto de moda e, claro, existe todo um glamour por trás desta indústria. Prova disso são as eternas divas do cinema que lançaram moda como, por exemplo, Audrey Hepburn. Contudo, acredito que deve-se assumir uma postura onde o bom gosto não ceda lugar à ostentação pura e simples e onde “estar na moda” não signifique usar as últimas tendências, mas vestir03042009102-se como se gosta e como se sente bem.

Deixando o blá blá blá de lado, gostaria de tecer um breve comentário sobre o tecido poá. Já ouvi de uma professora que era tecido de avó (Sim!!!!). mas enfim…isso prova que o bom gosto da moda permanece. Como disse outras vezes, nota-se que há um revival da moda e, como não poderia deixar de sê-lo, os artigos e acessórios em poá são lindíssimos.

Sou super a favor da moda, mas acho que é importante manter uma consciência sobre o que ela é nos dias atuais. Há que se valorizar o que ela nos agrega e que nos diz culturalmente sobre nós mesmos para que possamos usar a moda sem que sejamos apenas consumidores vorazes dela.

É isso!!!



Há alguns meses me submeti ao tratamento com Roacutan. Não somente pela estética já que passei da adolescência há alguns anos, mas porque as acnes grau 3 são bem doloridas. Formava-se um calombo horrível e como tenho quelóide, as cicatrizes eram sempre um perigo.

Depois de consultar uma dermatologista muito competente e um bom ginecologista, acabei fazendo o tratamento.

Claro está que há uma série de inconvenientes neste tratamento: a boca, os olhos e as narinas ressecadas, às vezes há sangramento do nariz , os exames periódicos etc. Mas hoje, quando me encontro na reta final do tratamento percebo que valeu muito à pena.

Quando olhos fotos de menos de um ano percebo uma enorme diferença. Não apresento mais acnes. Isso sem dizer que meu cabelo oleoso na raiz e seco nas pontas também melhorou consideravelmente.

Como nem tudo são flores, o tratamento com Roacutan oferece uma série de cuidados e, o principal deles é o de NÃO ENGRAVIDAR!!!Roacutan

Gente isso é muito sério: A isotretinoína é uma substancia teratogênica, ou seja, se alguém tiver tomando ela e por acaso ficar grávida pode acarretar em má formação do feto. Por isso, métodos anticoncepcionais são obrigatórios durante o tratamento.

Além disso, é preciso fazer periodicamente exames para saber o nível de triglicérides e as enzimas do fígado TGO e TGP.

Também não se pode doar sangue durante o tratamento.

Com certeza, este tratamento vale à pena. Apesar de todos os cuidados que devem ser tomados durante o tratamento, vê-se realmente um resultado satisfatório.

Quem tem problemas com acne cística, como era meu caso, super recomendo o tratamento.

O Roacutan é um medicamento caro, mas para quem não sabe é fornecido gratuitamente pela Farmácia de Alto Custo do Estado de São Paulo, além de vários outros medicamentos é claro.

Acne é uma doença e pode ser tratada adequadamente por um bom profissional e com um medicamento adequado.

Quem estiver em dúvida para começar o tratamento, aconselho que o faça, pois, sem dúvida, os resultados são muito bacanas.



etc.