Trecos e truques na caixa de Pandora











Estava no centro de São Paulo quando assisti a um stand up com a Dani Calabresa. No meio da apresentação surgiu uma figura do nada e gritou “Tira os óculos, dá mais credibilidade” rsrsrs. A gargalhada foi geral e a comediante, claro, soube se sair muito bem no improviso:

Dani estava fazendo uma apresentação sobre o OB e, particularmente, achei bastante criativa  a inicitiva desta empresa em criar um stand up para falar de seu produto. É muito bacana ver que nós mulheres contamos com tecnologias que visam a nossa qualidade de vida e nosso conforto.

Nós passamos mais ou menos 1/3 do mês menstruadas ou com TPM. Tudo bem que os homens podem reclamar que a gente devora uma caixa de chocolates, briga com eles e depois chora que nem bebê. Pior é que no outro dia olhamos com aquela cara de criança pidona e perguntamos “Tudo bem?” – claro, é uma pergunta retórico-manhosa-feminina.

Ultimamente tenho pesquisado sobre os implantes anticoncepcionais que ficam abaixo do músculo do antebraço. O bacana é que você pode usá-los durante até 3 anos. Já imaginou, 3 anos sem TPM, sem menstruar??? Realmente, me parece uma proposta bem interessante, mas claro que tudo isso precisa ser discutido com um bom ginecologista para entender como o implante funciona.

Anúncios


{13/11/2008}   Mulheres…

Ser mulher hoje em dia não é uma tarefa fácil…

Você tem que sempre apresentar um visual impecável: cabelo escovado, unhas freitas, maquiagem, perfume inebriante, roupa ao mesmo tempo elegante, discreta e que chame a atenção da pouca parcela masculina, hetereossexual e solteira disponível no mercado.

A mulher atual trabmulheresalha, estuda, é dona-de-casa, gosta de cozinhar, leva filho, o gato e o cachorro para passear, vai em reuniões de escola, discute com o síndico, é uma grande amante para o marido, paquera os homens, liga para o afair… uffa cansei só de inumerar as ntarefas que são atribuídas à mulher hoje. Sem dizer que durante um terço cada mês estamos de TPM, menstruadas ou no período fértil.

Outro fator bem complicado com o qual temos que lidar é com a ditadura da beleza. Claro que gostamos de nos cuidar, passar milhares cremes (um para cada coisa), eliminar estrias, celulites e gordura localizada, mas não é isso que define o conceito de “beleza”. Definitivamente, não! Óbvio que um tratamento estético faz bem para a auto-estima de qualquer pessoa vide os programas de transformação/novo nascimento/milagre que passam nos Estados Unidos que transforma Dercy Gonçalves em Giselle Bündchen. Claro que não estou me referindo a estas pessoas que precisam até mudar seu RG depois de uma intervenção plástica-estética-existencial.

A única coisa a que me refiro é que podemos nos dar o direito de usufruir de tudo isso (cremes, cirurgias, ginástica etc.) sem ficar neuróticas. Somos seres diferentes uns dos outros e, paradoxalmente, queremos nos parecer com modelos que fazem dietas baseadas em alface e água. Meninas que reféns desta ditadura tornam-se magras a ponto de encontrar-se com a decrepitude da anorexia e com a morte.

Vire e mexe, as mulheres se vêem impelidas a usar o corte de cabelo da personagem da novela, o bracelete, o brinco, a blusa da moda etc. Ter estilo não é usar o que todo mundo usa!

Tá bom! Nossas avós queimaram sutiãs, mas ainda gostamos de homens que nos abrem portas, que nos mandem flores e que nos elogiem. Isso não é ser romântica, mas sim a noção de que gentileza não faz mal a ninguém!

Crédito da imagem: http://oanonimocelebre.wordpress.com/2008/08/01/o-poder-do-salto-alto/



et cetera