Trecos e truques na caixa de Pandora











{23/09/2009}   Infabilidade

Nos ensinam d muito cedo que temos ser sempres os melhores: temos que ter as melhores notas, os melhores brinquedos e nos relacionar com as melhores pessoas. O que ninguém ensina é como reagir diante da iminência de um fracasso. O homem atual parece mesmo é que nasceu programado para tudo e o ideal dele é tão estandartizado que chega a fazer pena.
Estamos sob a égide de uma geraçao saúde que quer ter boa forma e se entope de rios de Coca-Cola e dezenas de Mc Donalds. Se compra um jeans, muitas vezes, não pela qualidade, mas pela etiqueta pendurada que ele traz. Se proliferam clínicas de estética prometendo tratamentos mioraculosos para se retarder o envelhecimento… Porém o que menos se vê é as pessoas tendo tempo para escutar umas às outras, as pessoas se olhando nos olhos sem um olhar de julgamento ou sem a intenção de querer algo em troca.
A gente vive um momento de depauperação do ser humano muito peculiar. Se vive um dia-a-dia letárgico com doses cavalares de corrida contra o tempo. Consome-se cinema, literature, pintura e arte, mas nada commove. É uma pasmaceira só. Ouve-se falar de Bandeira, lembra-se da cara longilínea de Drummond, ouve-se ao longe Shakespeare e já conhecem Dom Quixote (de onde mesmo???). Os jornais arrastam figuras fantamasgóricas que assombram este país como Malufs e Sarneys. Vê-se a perpetuaçao de um coronelismo que continua…
Enquanto isso nos preocupamos se o Timão vai ser campeão, se a tintura do cabelo tá na moda e qual vai ser o novo hit do verão. Calma, ainda há tempo para se pensar no carnaval. Mas não se preocupem: de dois em dois anos tem o que se chama da festa da democracia: um bando de gente que vai lá exprimir sua opinião com um simples toque na urna (plim plim plim) e ver durante mais quatro anos um reinado de luxo e corrupção subjugar um povo que ainda é capaz de rir da própria dificuldade… talvez seja só efeito post mortem.



et cetera