Trecos e truques na caixa de Pandora











{20/05/2011}   Vivendo numa bolha

Quase não retorno a este blog para publicar textos. A falta de tempo e mesmo uma certa displicência, confesso, são as culpadas.
No entanto, quando alguma coisa me incomoda muito não vejo outra forma senão compartilhar o que penso.
Quando eu era criança, adorava escrever. A escrita era uma espécie de confessionário que me permitia me analisar de fora e enxergar possibilidades, a ter esperança e saber que todos os meus problemas passariam. Era uma espécie de exercício de fé que ao desembocar sentimentos através de uma caneta e um papel me permitiam racionalizar e crer que Deus estava no controle de todas as coisas.

Tenho me assustado com todas as discussões que têm permeado nossa sociedade. Me incomoda o modo como esvaziam o sentido das coisas, como o do tão em voga, bullying. Me incomod a forma como baseado em informações de telejornais os pais se apropriem de um conceito para proteger suas crias. É biológico tentarmos proteger a prole, mas vejo que estamos entrando num mecanismo fascista de superproteção. Estamos criando uma bolha e obrigando nossas crianças a viverem dentro delas.
Nasci em meados dos 80 e me lembro de várias crianças que estudaram comigo e tinham apelidos. Eu mesmo, ao mudar de escola, demorei muito para ser aceita por meus pares e sofria constantemente. Até o dia que resolvi me manifestar e isso mudou completamente meu comportamento e a forma como passaram a me encarar. Faz parte do amadurecimento e, simplesmetne, tartar do tema de forma sensacionalista e pueril nos levará a uma geração carente de um dos seus maiores direitos e privilégios que é aprender uns com os outros.

Como educadores e pais, devemos incutir valores humanos nas nossas crianças. Respeito, educação, gentileza, amor! E calma gente, não confundam TOLERÂNCIA com RESPEITO! É muito diferente!
Já falei aqui sobre o meu profundo desconforto com os termos politicamente corretos. Precisamos romper esse verniz social que nos obriga a adotar termos sutis quando a estrutura que está por baixo é um rolo compressor de preconceito.

É isso, e tenho dito!



et cetera