Trecos e truques na caixa de Pandora











{24/11/2010}   Candeeiro

Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata. (Clarice Lispector)

Já faz um bom tempo que não compartilho neste blog um pouco da minha vida.
Palavras… apenas palavras.
A verdade é que mais um ano escorreu entre nossas mãos. Com ele, morrem as frustrações de coisas que não fizemos e dos planos que ainda revivem cada vez mais fortes impulsionados pelo novo que começa… pelo recomeço que só é continuidade.
Hoje me deu uma vontade absurda de ler Clarice Lispector… talvez porque é como se a escrita dela nos lesse por dentro como um microscópio colocado para observar nossa alma.
Quando somos adolescentes temos tantas angústias e incertezas. Daí o tempo passa… e descobrimos que as angústias e incertezas só mudam de lugar. Elas não estão mais no vestibular, no primeiro emprego, naquele show que nosso pais não quer que vamos, na ‘amiga’ que deu em cima do nosso gatinho, no carinha da escola que não nos dá bola…
A gente cresce e percebe que as preocupações são outras: as contas que despencam na nossa cabeça, o primeiro fio de cabelo branco que um dia aparece, o aluguel e a compra da casa própria… uma pós, uma viagem e a vontade de comprar uma mochila colocar meia dúzia de roupas dentro e sair por aí desbravando este mundo de meu Deus…
A alma não tem idade! Ela é livre!
Um candeeiro está sob a minha janela. É uma imagem quase poética porque a luz se refrata no ambiente em várias cores por causa do vidro que envolve a chama da vela.

Penso que a vida tem que ser assim… às vezes não temos ânimo para sorrir, mas devemos porque a vida todos os dias nos sorri com um belíssimo espetáculo ofertado pela natureza.
Os amores que vêm e os que se vão… o que nos ensinam e a vontade de sempre continuar.
Quantos mistérios ainda por descobrir?
Vale muito a pena refazer planos, expectativas e sempre esperar o melhor da vida, o melhor das pessoas e, principalmente, esperar e fazer o melhor de si mesmo.

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{29/08/2009}   Amigos…

Amigos são anjos na Terra!!!

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Não há só uma palavra capaz de expressar a gratidão por àqueles que nos auxiliam nos momentos mais difíceis… amigos que não medem esforços e distâncias para estender a mão es se fazer presentes, amigos para nos fazer acreditar quando as nossas forças já sucubem, amigos para amparar nossas lágrimas e nos afagar em meio ao seu abraço mais terno, amigos que nos dizem para ter coragem e arriscar porque sempre vale à pena a luta.

Neste post, só posso dizer publicamente meu muito obrigada às pessoas que são verdadeiros anjos na minha vida e que me deram asas quando eu pensava já não poder mais caminhar. Obrigada a deus, e obrigada a todos pela torcida e por toda a força!!!! Valeu à pena porque vocês etiveram por perto!



{20/05/2009}   Helena

Muitas vezes, temos o coração cindido. Seja porque perdemos alguém a quem amamos, seja porque nunca a tivemos ao nosso lado.

Naquela manhã de outono em que os raios do sol transpassavam as folhas das árvores criando um efeito luminoso no solo repleto de pequenas folhas brancas e amarelas, Helena calmamente lia um jornal.

Nossa personagem já gozava de seus vinte e sete anos. Era uma mulher forte que resolvera enfrentar a vida de frente, apesar tenra  da juventude. Quando criança, Helena gostava de ficar  olhando os barquinhos que seu irmão fazia com folhas de caderno e soltava durante as enxurradas imaginando que talvez um dia estivesse a partir num grande navio para bem longe. Enquanto isso, sua mãe gritava ao fundo dizendo que eles não deveriam desperdiçar folhas de caderno porque custavam caro.

Apesar de seus pezinhos gordos e seus dedinhos roliços fixados à terra, Helena tinha vontade de tocar as nuvens imaginando que elas se dispersassem entre  seus dedos como algodão doce que se desmancha na boca tornando a saliva doce.

Assim era ela, acreditava que a materialidade da vida era feita de nuvens!

Seus olhos grandes e amendoados eram de um castanho escuro que mais lembravam duas apetitosas jabuticabas. Era o contraste perfeito com uma pele alva e um cabelo longo que suavemente lhe caía pelos ombros formando pequenas ondas nas pontas. Quem quer que a olhasse podia ver a leveza de um bater de asas de borboleta, mas sentir pulsar a intensidade de um vulcão. Conjugadora de contrários, Helena era como um grande barril de pólvoras que quando explode se desfaz em purpurinas…. um espetáculo para todos os olhos.

A ternura de seu olhar podia logo se transformar numa mirada lancinante que deixaria qualquer um transpassado, assim como Teresa ferida por seu anjo ou ainda como aquela mulher que petrificava quem ousava olhar dentro em seus olhos.

Einsten já dizia que para ele os olhos eram entrada da alma… assim foi que sucedeu com a pobre Helena naquela manhã em que o jornal deslizou suavemente no chão e o vento carregou suas folhas fazendo com que ela ficasse estática. Alguns transeuntes passavam enquanto ela saltitava como a menina que fora um dia para agarrar as folhas impressas. Suavemente, pousou-lhe uma mão sobre a sua. Um átimo de segundo em que ela pode sentir aqueles dedos gelados enquanto o sangue parecia ferver-lhe nas veias e o coração batia ritmado numa cadência nova, totalmente desconhecida. Helena entreolhou o desconhecido e mil emoções vieram à tona naquele momento. Seus dedos trêmulos tentavam inutilmente agarrar o papel que suavemente repousava sobre as folhas amareladas pelo sol e pelo vento do outono, mas eles já não lhes obedeciam.

Não sabia se aqueles sentimentos a transformavam numa super-heroína ou revelavam a criança frágil que todos trazemos adormecida dentro de nós. Não, quem estava ali despida diante da vida era uma outra Helena, a Helena que desconhecia a si mesma, mas que conseguia sentir pulsar em si o látego da vida . Era Helena mulher. Não a mais bela que causou a paixão de Páris e moveu Aquiles, mas outra completamente distinta que, mesmo sem a paciência de Penélope em conviver com a espera, tecia dentro de si o fio frágil e tênue que compõe histórias e que é capaz de desbravar caminhos apontando direções como as grandes constelações que não só iluminam o firmamento, mas servem de estrada para os navegantes já que estes têm o mar como céu invertido. Era o fio de Ariadne capaz de criar uma rota no labirinto, mesmo que ao final seu destino fosse desfiar-se por completo em meio à solidão dos amantes indo ela também virar estrela que alumia o universo.



{12/05/2009}   Ausência

É curioso como a gente agrega amigos ao longo da vida. Embora a gente viva num ritmo frenético e o tempo seja sempre escasso, é necessário reservarmos momentos para conviver com pessoas que fazem a nossa alma sorrir. Vivemos nos equilibrando entre mil compromissos: o trabalho, a balada de sexta à noite, a facu, a família, os amigos, o namorado, o marido, os filhos, o cachorro etc. e nem nos damos conta que a vida se faz desses acontecimentos pequenos que, às vezes, ficam soterrados no que a gente chama de “dia-a-dia”.

Noutro dia conversando com dois amigos pelo MSN que pediam pra que eu atualizasse meu blog com maior freqüência, me dei conta de que espaços virtuais como este podem nos aproximar das pessoas ou presentificá-las. Dizem alguns que quando alguém escreve um texto, ele já não lhe pertence, pois passa a ser de quem o lê. Assim, são com os grandes poetas e escritores que deixaram suas obras como legado. Modestamente, escrever num blog talvez seja uma forma de também de nos manter perto das pessoas e partilhar com eles um pouco deM9pf2P7MFn1xycblqkz7qAt0o1_400 nós.

Pode parecer cafona à primeira vista e talvez seja mesmo, mas é estranho olhar para as pessoas e sentir que as relações humanas estão meio que desgastadas. Noto que pequenas gentilezas que podem fazer a vida ser mais interessante e mostrar como as pessoas se importam umas com as outras são substituídas pela indiferença. Não, melhor, são substituídas pela impessoalidade. Por exemplo, às vezes você pessoas no ônibus se equilibrando com a bolsa e pouquíssimos são os que se oferecem para ajudar. No trânsito vejo uma cena que juro é digna de roteiro de cinema de tão absurda: uma fila de carros looooooonga e todos os carros somente com o motorista!!!! Mon dieu Ô.o

Morar numa cidade com a magnitude de São Paulo faz com que tenhamos por vezes motivos que nos fazem sorrir e outros que nos fazem chorar. Semana passada peguei um ônibus com uma motorista muito estilosa loura, vestida com uma calça com estampa de onçinha, a cortina que recobria o vidro atrás da cadeira dela também tinha estampa de onça e com algumas penas amarelinhas em cima. Ah, o volante e o cambio eram revestidos por paninhos feitos de crochet. Em linhas gerais, aquilo era um luxo trazendo graça e feminilidade para uma profissão tão difícil de quem convive num dos trânsitos mais violentos do mundo. Mudem a frase machistas de plantão: Mulher no volante, elegância constante!!

Estas idéias esparsas são apenas uma forma de manter contato com o mundo e partilhar minhas experiências e vivências pessoais. E também uma forma precária que não anula de forma alguma a falta que sinto das pessoas que amo e que gosto de estar perto, mas que por força do destino tenho longe. Compartilhar fatos rotineiros como este, à primeira vista, é nonsense e claro não substituem a relação “olhos nos olhos”, mas uma pequena tentativa de me manter próxima, enquanto tento me manter num equilíbrio precário e lindo a que chamo de VIDA.



Algumas leituras mudam nossa relação com o mundo.
Há alguns anos, incentivada por um amigo que é artista plástico, li o livro A Insustentável leveza do ser. A sensibilidade da forma com a qual foram tecidas as verias histórias do livro me deram uma nova visão da vida, das pessoas e até, quem diria, das relações que travamos com as pessoas.
Recentemente, uma última leitura balançou as bases que eu tinha firmes: Ensaio sobre a cegueira. Curiosamente, durante uma semana encontrei dois deficientes visuais e os auxilie em tarefas que para nós parecem simples, mas que para eles definitivamente não o são: atravessar ruas, tomar ônibus etc.
Não me considero uma boa leitora e nem tenho presunção de sê-lo. Pra mim, o importante de um livro é sentir que ele rouba a minha alma e que, depois dele, minha vida não será a mesma.
Na minha infância, eu era ávida por leituras de todos os tipos: revistas, gibis, livros etc. Cresci acreditando sem saber bem o porquê no poder das palavras e escolhi estudar Letras. Somente alguns anos depois, já no final da faculdade, pude entender que minha escolha estava relacionada a minha crença de que as palavras têm poder. Acredito que de alguma forma, elas são responsáveis pelo mundo em que acreditamos e o que queremos. Foi assim com Deus em Genesis, foi assim com Adão.abraco-literatura
O que é importante nas leituras que fazemos é que temos a oportunidade de fazer um movimento de encontro ao outro. Não sei se tenho direito de falar de livros aqui até mesmo porque seria só minha opinião sobre alguns deles e também não quero ser uma crítica tipo barata-de-biblioteca porque isso é enfadonho.
Pretendo apenas compartilhar minhas impressões e falar do que os livros que leio – no escasso tempo que disponho tentando me dividir entre o mestrado e o trabalho – e que de alguma forma me tocam.
Tenho uma lista de livros que prometi a mim mesma ler por deleite. Quem sabe, se eu conseguir cumprir minha própria promessa, eu possa dividir um pouco dessa experiência com vocês.



{01/02/2009}   Salto Alto

Os velhos amores passam… já dizia o poeta.
O tempo oxida os rostos e as vontades transmutando tudo em algo novo.
Geralmente, vemos mulheres passionais que se entreguem à paixão e deixam que sua alma fique presa a outro ser. Ela era assim… amava e odiava com o cólera de um deus dos trovões.
A suavidade de suas palavras e delicadeza de seus gestos era logo substituída pela eloquência de sentenças que escapavam de seus lábios e ficavam vagando pelo ar.
Naquela manhã ele normalmente despiu-se, tomou seu banho, fez a barba e pôs seu melhor perfume. Ela podia sentir o hálito dele cheirando a frescor de hortelã quando se recusava entender as palavras que sofriam para escapar por entre seus dentes. Era como se uma bomba atômica fosse solta naquele exato segundo em seu coração. Ela, só estilhaços.
As lágrimas banharam seu corpo e ela mal podendo sustentar o peso das próprias pernas. Não, não queria mais viver. Passou um dia, dois, três. Ela não tinha mais vontade de sorrir, de pentear os cabelos ou se maquiar – coisa que era tão afeita. Mas aí, subitamente o vento do destino mudou de direção. Sua amiga ligara oferecendo-lhe um novo emprego.
No outro dia, com sofreguidão levantou-se e vestiu-se descompromissadamente. Porém, de alguma forma, alguma força ainda restava dentro dela. Pegou um táxi e dirigiu-se para um luxuoso prédio que ficava no centro da cidade. Quando se deparou com uma parede de espelhos em frente ao saguão quase não se reconheceu e sentiu vergonha de si por um momento – como se permitira chegar a tal estado.
Logo de ser anunciada, entrou numa sala onde o mobiliário elegante contrastava com um enorme quadro vermelho na parede. Aquela imagem chamou-lhe tanto a atençao que não viu entrar um elegante homem que trajava uma camisa branca e trazia um papel em suas mãos. Ele se dirigiu a ela perguntando seu nome e ela se assustou, pois estava compenetrada naquela imagem como se estivesse hipnotizada.
Conversaram alguns minutos e ele perguntou se ela havia gostado do quadro. Ela ruborizada disse que a arte sempre fala àqueles que a sentem.
Quando ela chegou em casa, pegou as fotos antigas, roupas e colocou tudo dentro de uma caixa. Um Mês depois já era uma das secretárias mais importantes da empresa. Sempre com um sorriso no rosto, atendia a todos e quando voltava para a casa via aquela caixa ali no canto, abandonada.
Algo já melhorara em sua auto-estima desde então. Foi então que num almoço com as amigas da empresa viu na vitrine um sapato vermelho. Quando ela parou em frente dele foi como se seus olhos estivessem extasiados. Instigada pelas amigas, entrou na loja e provou o sapato: “Ficou perfeito”, pensou.
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No outro dia, vestiu sua roupa mais elegante: uma saia preta, uma camisa branca de linho, uma meia-calça arrastão e os sapatos vermelhos. Quando desceu do carro no estacionamento notou olhares que nunca tinha percebido. “Será que é por causa do penteado ou da maquiagem?”, pensou.
Assim que entrou no escritório todos os olhares se voltaram pra ela. Ela sentiu um calafrio percorrer sua espinha, respirou fundo e continuou a andar lentamente como se seus passos tivessem que ser milimetricamente pensados. Por fim, sentou-se na sua cadeira.
Naquele momento nascia uma nova mulher. Sob o salto alto vermelho, um simples par de sapatos, ela agora sentia-se desejada como uma jóia na vitrine. O olhar daquele homem transpassava-lhe e ela sentia suas mãos trêmulas. Os dois não desviavam o olhar. E foi assim, numa quarta-feira de manhã que começava a se inscrever uma nova história na vida dessa mulher, mas que na verdade já havia sido rascunhada numa manhã cinzenta enquanto uma boca qualquer cheirava hortelã.



Há alguns anos, me deparei com uma inquietude: quando assistia aos filmes de Charles Chaplin tinha algo dentro de mim que parecia precisar de respostas. Mas como dar uma resposta se eu nem sabia qual era a pergunta???A comoção em ver o eterno vagabundo lutar pela maciez amarela da batata, parafraseando aqui Drummond, me despertou a vontade de chorar e rir concomitantemente. Desde então, nutro uma verdadeira paixão por este eterno vagabundo que carrega um pouco de cada um de nós e é a expressão do humano em sua forma mais lírica.

Qualque um que leia a autobiografia de Charles Spencer se depara com um menino pobre que vivia no subúrbio de Londres e que viu a mãe enlouquecer devido à fome. A história de chaplin não perde em nada para muitos garotos pobres que enfretam turnos exaustivos de trabalho braçal para levgar para casa algumas moedinhas ou, quem sabe, um pedaço de pão. Poucos livros na vida me comoveram tanto, poucos filmes conseguiram me desestabilizar de igual maneira do que aqueles em que um vagabundo entra na cena sempre maltrapilho, com fome, mas vestido de fraque e com um chapéu coco.

É impossível falar da história de cinema sem citar a imagem do clown Carlitos. Geralmente, os grandes filmes hoje ganham o Oscar por várias categorias e, pensar que Chaplin só recebeu um único prêmio em sua vida pelo conjunto de sua obra. Isso, sem contar as inúmeras perseguições políticas as quais se viu envolvido porque sua obra era jugada comunista num momento histórico em que o mundo era visto de uma forma maniqueísta e bipolarizado.

Sem dúvida, Chaplin extraiu poesia das imagens como poucos foram capazes de fazer. O silêncio de suas palavras que lutaram para continuar assim até o filme O Granden Ditador revelam que muitas vezes o silêncio vale mais que as palavras e os gestos mais que as intenções.

O espectador hoje preocupa-se em ver mais os efeitos especiais de um filme, os críticos analisam as falhas e alguns ainda se fiam no enredo para ver se lhes agrada a história. Contudo, a experiência de olhar os filmes de Chaplin não apenas como uma parte evolutiva da cinematografia, mas sim como uma obra de arte que resiste aos tempos e mantém-se atual revela que ainda podemos encontrar o encantamento na arte mais pura e simples, aquela que depreendemos com um olhar e captamos por um singelo gesto.



Recentemente virei adepta do Twitter e descobri o Rei do Elogio.

Ele faz piadas “estrogonoficamente” sagazes e tenho que admitir que elas primam por um humor refinado e inteligente.

Costumo dizer que a gente tem que estudar Lerolerologia pra se dar bem na faculdade, no trabalho, nos negócios ( rsrs) e na vida.screenshot6781 E esse Rei do Elogio dá um show de blá blá blá que muita gente fica no chinelo.Uma das coisas mais interessantes que achei na criação deste personagem foi a utilização de neologismos.

Pra quem quer rir à beça com muita criatividade e humor, fica aí a dica.

Bjos



No blog, não pretendo fazer o estilo “crítica de moda”, mas me parece inevitável que com o passar dos anos não nos tornemos pessoas mais observadoras e, portanto, mais “analíticas” – por assim dizer.

Há alguns anos usar Tênis  All Star era algo muito acessível economicamente. Além de ser duráveis, o estilo All Star era bem juvenil.Hoje, é cult ter um tênis deste: dá pra usar com saia, short, calça e até terno. Não vou estranhar se qualquer  dia vir uma noiva casando-se de All Star.2999984094_086c017e3a

É consenso geral dos jovens dizerem que AMAM usar os tênis de lona. As variadas cores e estilos do All Star fazem com que jovens de 0 a 89 anos os usem e tenham um estilo próprio. Acho, inclusive, que o ponto forte do All Star é exatamente  este: criar tênis que agradem todos os gostos e estilos enchendo as calçadas de variados cores e estilos.

Adoraria ter um montão deles e criar estilos.

Update: o tenis All Star já tem 100 anos!!!

Primeiro centenário e graças a contribuiçao de  minha amiga Vanessa, sim!!!, noivas se casam de All Star

Crédito da imagem: Fabricia Soares



Geralmente as pessoas fazem uma porção de planos para o ano novo.

As mulheres prometem que vão emagrecer dez kilos, cortar o cabelo, fazer uma tatuagem e/ou colocar um piercing irado.

Parece que o réveillon tem a capacidade de reacender as esperanças das pessoas: encontrar um trabalho legal, entrar na faculdade, encontrar um novo grande amor, fazer uma viagem que já estava nos planos há tanto tempo…

Não é possível deixar de lado as decorações natalinas neste período: um mundo mágico erige diante de nossos olhos e somos transportados para um mundo de fantasia onde nos é permitido sonhar.

Gosto do Natal mais pela oportunidade que oferece às pessoas de se notarem, compartilharem um momento especial juntas. Acho que as frivolidades pregadas pelo consumismo e realizadas pelo 13° não podem suplantar de forma alguma o que esta data representa para as pessoas (claro que não prego religião aqui, pois isso seria um horror).

Que venha o ano novo, que venham novas coisas… 😀



et cetera