Trecos e truques na caixa de Pandora











Sou louca por coturnos!
Sempre tive uma queda por estas botas e acho que minha síndrome de mulher centopéia me avisa que está na hora de adquirir um calçado destes! 😉
Como estamos em pleno Outono (minha estação do ano favorita :)) muitos já devem saber que as vitrines e editoriais de moda estão a todo vapor com as tendências do outono-inverno. Então vamos lá, girls!

A moda vai está se inspirando nos militares. Jaquetas, saias, camisas e botas lembram a autoridade militar. Mas claro que isso é possível ser quebrado com um acessório feminino que incrementa o visual e deixa qualquer mulher elegante. Separei aqui alguns looks que encontrei no Estadão e que achei um luxo:

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{12/03/2010}   Nude day by Hope

Queridos leitores,

Hoje pela manhã enquanto eu caminhava pela Avenida Paulista vi mulheres andando de calcinha e camiseta. A idéia do evento é a seguinte: quem comprar uma calcinha Nude nas lojas da marca – franquias pelo Brasil ou loja virtual – levarão grátis outra da mesma referência.
A  linha de lingeries HOPE Nude está baseada no conceito “No VPL” (no visual panty lines), sem elásticos e sem costura. Por isso, é mega confortável e nos oferece liberdade para usar roupas justas sem marcar a silhueta.(Acho isso ÓTEMO!!! 😀 ) A dica vale não só para as mulheres irem às compras, mas HOMENS se vocês quiserem marcar um gol de placa com suas esposas/namoras/peguetes aproveitem a oportunidade e deêm para elas essa lingerie de presente!!! #ficaadica

Segundo o site Press Pass participam da promoção os modelos biquíni, tanga brasileira, fio dental e calcinha reta. Cada cliente poderá comprar até cinco peças e elas estão disponíveis nas cores preta, pepper e camurça. 😀

Preços sugeridos:

• Biquíni – R$ 22,00
• Fio dental – R$ 18,00
• Calcinha reta – R$ 24,00
• Tanga Brasileira – R$ 24,00

Participe do HOPE Nude Day em 13 de março de 2009, pois além do conforto das lingeries NUDE da HOPE a empresa tem um sério compromisso em apoiar crianças que têm câncer. Para quem quiser informações sobre o belíssimo trabalho social feito pela empresa ou pretente até mesmo fazer doações, deixo aqui o Blog Casa HOPE

Parabéns HOPE pela iniciativa e parabéns às modelos que participaram da ação hoje!

Beijos da
Val =)



{08/03/2010}   Bread and roses

Neste dia DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES desejo saúde, paz e alegria a todas.

Seres humanos que com um toquen divino dão a vida a outros seres. Fortes como muralha e doces como o mel.

Mães, amigas, irmãs, companheiras, guerreiras, lutadoras, corajosas, tristes, alegres, trabalhadoras, sonhadoras: MULHERES.

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade de Nova Iorque, iniciaram uma grande greve onde ocuparam a fábrica têxtil onde trabalhavam e faziam reivindicações de  melhores condições de trabalho exigindo a  redução da carga diária de trabalho para 10 horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Para além de uma data, a mulher deve ser respeitada em sua individualidade como ser humano.Ainda hoje casos de violência contra mulheres são comuns, os salários são mais baixos que os dos homens. Por isso, desfazer-se de um preconceito histórico é algo que deve ser feito todos os dias. Todos os dias é dia das mulheres!

Compartilho com todos vocêss a delicada mensagem enviada por um querido amigo:

“E tu caminhando chega/Serena e desobediente
Com o suor de tuas luzes/Chega nas sementes
No caule da vida! […]Uma bandeira inflamada
Feminina dentro do vermelho/Nua pelo vento
Juventude pelo amor/Nas mãos carregadas…
Sem ser ilusão industrial/E tu caminhando chega
Para ser filha/Chega ao mundo
No tempo da insurreição!”  (Charles Trocate)

Um grande beijo a todas as mulheres do mundo pela delicada força com que trazem luz e colorem este mundo. Muito tem que ser feito ainda, mas estamos no caminho!



{21/02/2010}   Mulher (es)

Nós mulheres vivemos nos queixando por viver numa sociedade cercadas pelo machismo.
O próprio idioma carrega um imáginário linguístico que mostra as marcas do preconceito. Por exemplo, chamar um homem de vagabundo ou cachorro não tem certamente a mesma carga semântica se usássemos os mesmos designativos para uma mulher. Soa despectivo e extremamente grosseiro palavras como esta dirigidas a uma mulher.
Com a queima de sutiãs, as mulheres lutaram pela igualdade com os homens. Foi uma luta em prol daquilo que elas achavam que seria fundamental para a liberdade da mulher e pelo respeito no cerne familiar, no trabalho, na faculdade ou em qualquer ambiente. Tais mulheres viviam um momento histórico totalmente conturbado e que necessitava intervenções drásticas para se valer respeitar o que se cunhou como “direitos da mulher”. Na verdade, nunca seremos iguais porque na diferença é que reside a beleza. Mas gozar dos mesmos direitos é o mínimo exigível numa sociedade que se anuncia no século XXI. Porém, na prática a coisa não funciona bem assim.

Na minha parca opinião, não é errado querer estar num mesmo patamar que o homem já que somos todos seres humanos independentes do sexo que nascemos. Atuando em seus extremos, tanto o machismo quanto o feminismo professam palavras de ordem que tendem a uma disputa fadada ao fracasso porque proclama uma luta desnecessária. A luta a ser travada deve ser contra o preconceito em todas as suas formas. Não é pelo sexo com que nascemos, pela cor que temos, pela opção sexual que escolhemos que devemos ser julgados. A vida é o que vale a pena e não os rótulos que vamos forçosamente acumulando ao meio do caminho.

Ser mulher não é pertencer ao sexo frágil. É pertencer a um sexo forte que é capaz de gerar a vida. Por isso, não podemos nos sujeitar às palavras de ordem que nos subjugam e também não servir de molde para o machismo já que, na maioria das vezes, as próprias mulheres educam os homens no sentido de que eles ajam assim. Acho que devemos pensar um tipo de relação na sociedade que prime pelos direitos e deveres de cada um, temos que ser fortes e não nos conformar com a idéia de que somos cidadãos de papel.

Ao menos no Brasil, seria importante pensar qual a posição da mulher hoje. Em pleno século XXI, leis como a  “Maria da Penha” são aprovadas por causa da violência doméstica. E todos os dias sabemos de inúmeros casos em que há preconceito de gênero, violência e, mesmo aquelas frases prontas que escutamos rotineiramente  que desqualifica as mulheres em situações  do dia-a-dia, como por exemplo, dirigir um carro: “Vai pilotar fogão!”

Essas fórmulas prontas vendidas como piadas ou “brincadeiras” são formas fascistas de desqualificar o outro e demosntram o quanto ainda precisamos nos livrar de hábitos coloniais.

Talvez tudo isso fosse possível com um pequeno gesto de respeito que fosse de encontro ao outro, uma pequena forma de desvencilhar-se dessa forma tão cômoda que ousamos chamar de “eu”. E, talvez, as coisas fossem diferentes.

Sou feliz por ser mulher! Me aceito com meus quilinhos a mais e até acho que eles me caem bem. Adoro novas cores de esmalte,  testar produtos nos cabelos e maquiagens. Adoro  sapatos boneca, pois sofro da síndrome de mulher centopéia. Gosto de jogos de futebol, me interesso por mecânica e sou mot0ociclista. Quando criança, repudiava brincar de boneca e fazer comidinha. Eu preferia mil vezes soltar pipa, jogar bolinha de gude (eu amava as bolinhas americanas) e brincar de pega-pega.

Amo a diferença! Acho lindo quando as pessoas se amam e se respeitam. O sexo foi pré determinado biologicamente. A reprodução também o é. E o amor pelo outro foi uma das maiores liçoes que nos ensinou o Filho de Deus. O dia que aprendermos isso como ponto forte não haverá qualquer tipo de “ismo” e homens, mulheres e crianças poderão viver num mundo de essência e não de aparência onde o que pensa ser mais forte tenta subjugar a todo custo o outro.

Uma coisa que ainda me deixa muito irritada é quando algum gringo com quem trabalho me pergunta se eu sei sambar. O velho estereótipo da mulher brasileira que é a metonímia de uma bunda rebolando. Nada contra o carnaval nem contra quem constrói sua imagem em cima disso. Mas nós brasileiras somos muito mais que este velho estereótipo que movimenta o turismo por aqui! Dependendo do tom da pergunta eu oscilo entre uma resposta educada ou um sonoro “Eu odeio carnaval”. Não, eu não odeio o carnaval em si, afinal vim ao mundo numa terça carnavalesca! Mas a festa comercializada hoje pelas emissoras de TV já não é a de antigamente e nem é aquele que a gente vê nas quadras das escolas. E, ainda por cima, é vendida a imagem de uma mulheres lindas e maravilhosas que encantam por sua beleza, mas que se estapeiam e pagam para ser destaques e aparecerem nas colunas de jornais e revistas. A fama tem seu preço!

É ótimo que o Brasil seja reconhecido pela beleza de seu povo. Mas é importante que o país tenha outros marcos como a erradicação do analfabetismo, a inteligência comercial, o avanço das pesquisas científicas e tecnológicas, a justiça para todos (e que não haja privilégios para quem é colarinho branco etc. Enfim, que não sejamos um país marcado pelo turismo sexual.  Que nós mulheres tenhamos direitos respeitados e que os homens, assim como nós, tenham os seus assegurados porque somos iguais pela Declaração dos Direitos do Homem e é da fusão entre estes dois seres que surge a vida e anossa  espécie é perpetuada.

Lembrem-se que este é um ano de eleição. Ano em que obras faraônicas são inauguradas com o intuito de anagariar votos. Peço apenas que você, caro leitor, pense em quem morreu num porão da ditadura para que você tivesse o direito de votar livremente. Por isso, não se iluda com promessas, procure saber da vida do seu candidato e vote porque você deseja um país justo param homens, mulheres e crianças, ok?

Um beijo



Meu inferno astral está acabando. Em breve, o Sol entra no meu signo. Completarei mais um ano de vida. Sabe aquela sensação de que o tempo tá indo embora rápido demais? Pois é, ela não me deixa. Dá uma sensação de vazio e de que somos tão pequenininhos frente a grandeza da vida. Me considero pré-balzaquiana embora ainda não posso cantar a ‘Vinte nove’ da Legião. Sabe aquelas ruguinhas que acha que vai ter só aos 30? TRISTE ENGANO. Elas aparecem muito antes. Em volta dos olhos, linhas que começam a se desenhar como um desenho infantil. Mas sei que foram todos os meus sorrisos.
Fato que as lágrimas criaram verdadeiros bolsões, praticamente lençóis freáticos em minha face. Não posso reclamar, graças a ajuda do Roacutan hoje tenho um rosto de mulher e não mais espinhas de eterna adolescente.
O cabelo também está mudado. Parece mais frágil. Minha escova anda hemorrágica. #fato.
Semi varizes nas pernas, resultado de horas e horas de trabalho!¬¬
Sono constante + embriaguez instantânea. Uma cerveja me deixa ébria! Meu sonho de consumo são 8 horas de sono.
Fora a ânsia social de casamento, filhos, bons empregos, casa própria, ascensão.
Não, eu não plantei uma árvore, não escrevi um livro.
Não sou membro de Ong, não sou do movimento estudantil.
Não faço coleções importantes e raras, não gosto de comidas exóticas.

Não sei combinar vinhos e pratos.
Não to preocupada com o tratamento novo pra celulite, aquelas coisas que tem nomes que começam com linfo, sucção daquilo, ou sei lá que raios.
Não curto bronzeamento artificial, eu gosto de ser assim, transparente, filha óbvia da metrópole do ar condicionado.
Não quero emagrecer com sibutramina, encorpar com suplemento, ou malhar na academia.
Tenho que parir meu mestrado, não quero um carro zero e prestações milenares.
Não faço unhas na manicure, não leio Marie Claire, não quero saltos altos e camisas em seda. Prefiro meus sapatos boneca e um ar de eterna menina que sente o tempo passar e tem medo de envelhecer. Não pelo que a passagem dos anos representa, mas pela sensação de que ele é o tempo todo furtado de nós.

Tenho manias e me gosto de ter um dia em casa sem fazer nada, mas eles são cada vez mais raros.

Me dá uma certa nostalgia escutar a Legiao Urbana. Antes uma menina mulher, agora uma mulher menina!
Não quero crescer, eu acho.

Inspirado em artigo de blog homônimo sob o título de  [Crise dos 24.] 



{14/02/2010}   Momento poético

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar….
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
“Que que cê acha amor?”.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado…

[Luís Fernando Veríssimo]



Não sei, mas a falta de escrever neste blog me faz pensar que quando tenho tempo e vontade de escrever não tenho muito o que falar.
Isso me lembra Guimarães Rosa que dizia que quando nada acontece existe um milagre que não estamos vendo. Sim, concordo com ele.
Acha que hoje estamos doentes. Melhor, vivemos um estado de letargia! A gente acha que é estranho as pessoas se gostarem, mas acha super normal ver pessoas se agredindo. Sem dizer no medo de amar, de se envolver e de se entregar aos sentimentos.

Bom, acho o amor romântico piegas. Sim, ele é historicamente datado nascendo no Romantismo. Isso sem dizer que Hollywood importa um modelo de relacionamento em que nos tornamos dependentes do outro quando na verdade o que deveria haver é cumplicidade entre as pessoas, amizade.

Quando vejo um casal velhinho passeando na rua de mãos dadas, me pergunto pelo que já devem ter passado até chegar ali. É um gesto de ternura.A beleza da juventude já passou, as incertezas do futuro quase se dissiparam e resta a amizade. Isso é o que mantém os relacionamentos vivos e vibrantes como as cores do arco-íris mesmo depois que a vida já imprimiu seus riscos como gravuras nos rostos e nos corações.

Vivemos um amor egoísta em que basta que estejamos com a pessoa ao nosso lado. Pouco importa se ela está feliz, satisfeita, alegre e realizada. O importante é aprisioná-la ao nosso lado e satisfazer nosso ego. O que é isso senão a mais mórbida das angústias e prisões feitas pelo coração humano. Devemos ser livres? Amar sem medida? Ser sentimentais? Ou quem sabe racionalizar?

Não há respostas. Há somente caminhos e opções que a vida nos dá e pelas quais somos responsáveis e seremos responsabilizados no futuro. Como diria Cazuza “Eu só quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida”.  É isso, figurativamente o pecado original, mas que figura entre as coisas mais simples da vida: o sabor de uma fruta mordida.



{16/01/2010}   Crise pré-balzaquiana

Há pouco mais de uma hora entrei no meu inferno astral. Sim senhores! Daqui há um mês estarei completando mais uma primavera como costuma dizer minha mãe.

Balanço do ano anterior: um affair que já dura quase um ano (sim, é  possível), uma promoção no trabalho, bastante estresse, perdas de cabelo, um tratamento com Roacutan concluído, uma cirurgia vascular recente, férias no Rio de Janeiro, muita correria na pós-graduação e um mar de coisas ainda por fazer. No geral, foi um ano conturbado que passou ligeiro, mas em que o saldo foi bastante positivo, graças a Deus.

Gastos controlados, dívidas pagas. Ano positivo! Planos: viagens que são meu verdadeiro sonho de consumo. Se eu ganhasse na mega-sena juro que compraria uma mochila, colocaria algumas peças de roupa dentro e sairia por este mundo de meu Deus para explorar as belezas que ele oferece. Ah, meu segundo desejo era entrar numa livraria e comprar centenas de livros e montar uma big biblioteca. Gastaria meu tempo viajando e lendo! 😀

Aos poucos se aprende que a gente deixou de ser a filhinha do papai e já é quase uma balzaquiana com linhas de expressão que se desenham no rosto como um desenho quase infantil. Hora em que se visitam as revistas da Avon e se presta atenção nos milagrosos cremes anti-rugas. #tenso

Tudo bem. O pior é conviver com estes programas televisivos que transformam mulheres medonhas em Barbies. Também não aguento ouvir falar dos tratamentos que começam com lipo-succão-não-sei-das-quantas e que prometem eliminar todas as gorduras, pneus e levantar o que a gravidade uma hora ou outra derruba. Não quero usar silicone e tampouco reduzir o tamanho dos meus seios.

Não prometo que começarei a dieta na próxima segunda-feira. Aliás, acho dieta de comida uma verdadeira violência quando tantos passam fome. Prefiro acreditar que devemos nos alimentar com bom senso já que a natureza nos dá o alimento como dádiva para que possamos nos manter vivos.

Minha pele, minha cor, meu nariz, minha boca e meus cabelos traduzem os genes de meus antepassados: negros, índios e europeus. Portanto, sou uma típica brasileira que se orgulha de pertencer a todas as etnias. Sou, como muitos, uma mescla de todas elas que transformaram a beleza de nosso povo em algo ímpar.

Não gostaria de ser mais alta! Estou feliz com meu 1,60m.

Gosto de ser mulher, mas odeio ficar menstruada. Sim, o mau humor, os inchaços e a loucura por doces tomam minha mente. Nestes dias, meu humor é negro.

Odeio o trânsito de São Paulo. Mas adoro o que essa cidade fantástica tem para oferecer.

Gosto do outono porque ele tem sol e frio concomitante e as pessoas de vestem elegantemente nessa época.

Uso saltos quando quero e havaianas quando me convem. Tenho paixão por sapatos boneca 😀 😀

Amo a cor lilás e suas matizes. Amo chocolate. Amo ouvir música.Amo literatura.

Às vezes tenho esperança na humanidade. Às vezes não.

Odeio que me perguntem se vou me casar. Sim, esta é a pergunta mais ridícula feita por familiares. Eu decido se quero e se vou me casar, afinal o casório é uma instituicão social historicamente constituída e não uma obrigação que tenhamos que cumprir. Com tantos divórcios por aí, fica claro que se casar para não ficar sozinho é a pior forma de tentar ter uma companhia já que a solidão a dois é o pior dos castigos.Outra coisa importante, manter ao nosso lado alguém só porque queremos que ela esteja conosco é o pior dos egoísmos. Afinal, isso não é amor e sim uma patologia. O amor deixa e é livre.

Odeio secar louça, odeio cozinhar por obrigação e passar roupa é o pior dos castigos. Mas gosto de lavar pratos, lavar roupa e limpar geladeira 😀

Amo o barulho da chuva e cheiro de terra molhada.

Adoro mesa farta e família reunida. Amo meus amigos.

Digo para as pessoas que as amo, pois se eu faltar elas saberão o que sinto e eu seguirei em paz comigo mesma.

Coloco todos os dias a cabeça em paz em meu travesseiro.

Choro quando vejo que as pessoas têm fome e não tem o que levar à boca.

Já pensei em anular meu voto.

Tenho orado pouco, mas creio em um Deus vivo.

Acho que as pessoas que amamos viram estrelas quando deixam de existir para guiar nossos caminhos.

Amo a música dos anos 80. Reclamo de muita coisa, sou ranzinza, às vezes. Tenho o péssimo hábito de ser muito direta e às vezes acabar ferindo as pessoas que amo.

Sei pedir perdão e aprender com meus erros.

Quero ser melhor todo o dia e por isso meu propósito é fazer das críticas construtivas um alicerce para minha superaçao.

Tenho orgulho de não guardar mágoas. Isso me faz sentir leve e feliz.

Amo Carlos Drummond de Andrade, Chaplin, Dom Quixote de la Mancha e Renato Russo.

Já amei uma vez de verdade. O tempo passou, meu amor se transformou.

O tempo está passando depressa. Em mim, rastros da adolescente que fui, marcas da mulher que sou e do tempo que escoa pelas minhas mãos e que imprime em mim o desejo de que todo o dia seja um dia melhor.



Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ANO, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite de sua exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos… Aí entra o milagre da renovação e tudocomeça outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui por diante vai ser diferente…

(Carlos Drumond de Andrade)



A obra de Antoine de Sainte-Exupery é, sem dúvida, uma referência da literatura universal.

O prazer de ler O pequeno príncipe na infância perdura ao longo de toda a vida e faz das releituras da obra um encontro com um imaginário carregado de afeto e doçura. Amizade, o cuidado para com o outro, a amizade, e a simplicidade  são as tônicas que revestem o imaginário do leitor de um mundo de sensibilidade.

Quando eu era criança, lembro de ter assistido desenhos animados do Pequeno Príncipe. Fiquei super feliz quando vi que eles estão à venda. Lembro ainda vagamente da sensação de vazio e tristeza quando vi o último episódio do desenho. Agora os comprei, pois quero que minhas sobrinhas também tenham a infância marcada por uma história tão doce, sincera e afetuosa lembrando que nós seres humanos estamos aqui de passagem, seja porque pegamos carona no rabo de um foguete, seja porque amanhã é virtual e, portanto, o hoje é o que realmente temos e que nos escapa da mão.

Uma dica: visitem a exposição de O Pequeno Príncipe na OCA do Ibirapuera ( http://www.opequenoprincipe.com ). Está MAGNÍFICA tanto do ponto de vista lúdico quanto literário e histórico. Para adultos e crianças que têm o coração povoado pelo príncipe mais sensível que a literatura já produziu essa exposição faz uma viagem dentro de nós mesmos.

Le petit prince



et cetera